Era uma vez… nas “Cidades de Papel”

cidade

Imagine que você tem 10 anos e está andando tranquilamente de bicicleta no parque, até que encontra um homem morto. Como você reagiria? O que pensaria? Margo Roth Spiegelman achou que os fios do homem tinham se arrebentado.

Quentin Jacobsten é um pacato rapaz da Flórida que está no último ano do colégio e tem uma paixão platônica por sua vizinha, Margo Roth Spiegelman, a menina de 18 anos mais linda e popular do colégio. O rapaz simplesmente a idolatra. Os dois não se falam desde quando encontraram o homem morto no parque, quando eram crianças, até que numa noite, Margo surge na janela de Quentin vestida toda de preto que nem uma ninja e convoca o rapaz para realizar um plano de vingança bolado por ela mesma.

Os dois passam uma noite de aventura pela Flórida – incluindo uma invasão ao Sea World, bacalhaus e observar Orlando do alto de um prédio -, só que no dia seguinte Margo não aparece na escola. E nem no outro dia, e nem no outro, até que um Quentin preocupado, junto com seus amigos Ben (que é totalmente palhaço) e  Radar (o pobre coitado que tem vergonha dos pais por terem uma coleção de Papais Noéis negros ) resolvem procurá-la através de detalhes que consideram serem pistas deixadas pela menina. E é então que saem cruzando os Estados Unidos procurando Margo.

O livro é dividido em 3 partes: Os fios, A relva e O navio. Confesso que gostei do decorrer da história, a procura dos garotos por Margo, as piadas do Ben e tal, mas o final deixou a desejar.  Teve certo ponto em que faltavam poucas páginas para o livro acabar e eu pensava “caramba, vai ter que ter uma reviravolta muito boa e rápida, porque né”. Pareceu tudo muito corrido.

John Green não é o melhor escritor do mundo e está longe disso (as fangirls que me perdoem, mas a verdade é essa). Mas apesar de Green utilizar gírias e repetições, o autor escreve de uma maneira bem divertida e juvenil, que prende de fato os jovens, o que é muito importante. Toda leitura é válida. Mas mesmo assim, o autor é sim superestimado e não merece esse hype todo que tem em cima dele.

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João Verde adora escrever livros para adolescentes chorarem/rirem.

O fato do protagonista (que não considero tão protagonista assim, já que o livro se trata na verdade de Margo) ficar procurando uma garota que no final só queria fugir de uma cidade de papel (que de acordo com garota é uma cidade “falsa” e que “nem é tão sólida para ser considerada de plástico”) é um tanto lamentável. Quentin tem toda uma idéia formada sobre essa pessoa, quando na verdade, essa pessoa não era nada do que ele pensava ser. Alguns podem julgar Margo como sendo uma garota egoísta que só pensa nela mesma, que só quer fugir de sua tediosa vida de papel numa cidade de papel e com pessoas de papel, mas se pararmos pra pensar, na nossa vida, temos que agradar os outros ou a nós mesmos?

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Você fugiria da sua vida de “papel” na cidade de papel onde mora?

Creio que o FINAL de “Cidades de Papel” deixou a desejar, mas a mensagem que conseguimos captar do livro é importante. Paremos de nos preocupar com coisas insignificantes, coisas de “papel” . Paremos de olhar para as pessoas esperando coisas além do que elas são ou podem nos dar, como Quentin fazia com Margo. Paremos de olhar como se elas fossem espelhos, pois muitas vezes são apenas janelas (se é que você me entende). Somos simples e complexos ao mesmo tempo, mas no fim das contas, todos nós somos apenas pessoas.

Carolina Faria

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Um comentário sobre “Era uma vez… nas “Cidades de Papel”

  1. Continuando o assunto do FB, eu não achei enrolado, mas talvez seja por que eu estava muito empolgado com o livro e o devorei. a Relva é sim uma parte mais longa, mas eu acho interessanto por desenvolver melhor alguns presonagens

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