Uma Dose Gamer – Ajoelhem-se perante o Drácula, em Castlevania: Lords of Shadow 2

Um carnaval com muito álcool, mulheres e mentiras resume a vida de um gamer que na verdade ficou jogando videogame todos os dias, graças aos lindos lançamentos de Fevereiro. E foram tantos bons que até me perdi com meu cérebro explodindo de tanta coisa boa! Voltamos mais uma vez com a coluna de tema mais nerd possível no blog  mais nerd possível fugindo do Blade, bebendo sangue e vivendo pela eternidade, e estou me referindo a vampiros de verdade, e não aos uns certos que brilham com purpurina. DRÁCULA ESTÁ DE VOLTA!

Uma das franquias de maior sucesso até hoje é com certeza Castlevania. Desde os primórdios das primeiras gerações de consoles, o game já contagiava jogadores no mundo todo com sua pegada bem dark, misturando magia, demônios e castelos. A graça toda em si estava em caçar vampiros… A graça É ser vampiro, cá entre nós. Após o sucesso de Castlevania: Lords of Shadow e com final de dar tesão, a Mercury Steam junto com a Konami, nos dão a honra da sequencia desse game com uma história perfeita.

Castlevania: Lords of Shadow 2 vem para consagrar e dar continuidade ao seu anterior. SE VOCÊ NÃO JOGOU O ANTERIOR, SPOILERS DOS GAMES ANTERIORES SERÃO DITOS SEM MEDO . O game se inicia com um prólogo, contando os fatos  ocorridos após o primeiro game. Após Gabriel Belmont se tornar Drácula depois de derrotar os Senhores das Sombras, uma cadeia de acontecimentos repercute sobre ele. Sua esposa esperava um filho dele, Trevor, que cresce treinando na irmandade em segredo, pois somente a própria linhagem sanguínea de Drácula poderia derrotá-lo. Trevor cresce e descobre a verdade sobre sua família e parte em busca de Drácula para mata-lo. Trevor cai perante Drácula, contando em seu leito de morte que é seu filho. Tocado, o vampiro da seu próprio sangue a seu filho moribundo. Drácula acha que Trevor morre e o enterra em seu próprio castelo, jurando vingança ao mundo. O sangue de Drácula tem poder, e Trevor ressuscita como Alucard, jurando matar Drácula. Alucard, junto com seu filho crescido e também treinado, Simon Belmont, derrotam Drácula de uma vez por todas… Bom, é o que todos pensavam. Drácula ressuscita muitos séculos depois, nos dias atuais, totalmente fraco e com uma missão dada por Zobek: destruir o demônio que deseja possuir o mundo atual. A história do game é linda e perfeita, uma obra prima. A trama imposta entre Drácula/Alucard/Simon explicada no começo do game da um arrepio de ansiedade para quem está jogando.

Após o final do primeiro game, Drácula é praticamente invencível, suas armas, poderes são tão roubados que no começo do segundo do game você acha que seria super escroto continuar um game tão roubado assim. Mas como todo game desse estilo, ao iniciar a história principal seu personagem perde todas as habilidades. Isso lembra muito os games da franquia God of War. O mais interessante sobre o personagem é que ele volta totalmente frágil e fraco, o que torna mais emocionante as batalhas e buscas aos seus antigos poderes.

Drácula só o mingau, sem seus esteroides.

Drácula só o mingau, sem seus esteroides.

Por o game se passar nos dias atuais, os cenários são baseados em prédios e industrias, sendo que a maioria foi construída em cima do antigo castelo de Drácula. Alternâncias de cenários são presentes para não frustrar o jogador, como por exemplo você estar dentro de um galpão explorando e aos poucos ele vai se transformando num interior de um castelo, que é o ponto forte do jogo. É meio escroto você com Drácula vampirão bolado explorar prédios, armazens e galpões. Os vilões ainda tem aquela pegada bem demoníaca, mas os visuais dos capangas pecam. Essa pegada de armadura/tecnologia/demoníaca não ficou muito atrativo.

A riqueza de gráficos e da jogabilidade é sensacional. As partes onde ocorre o afastamento da câmera nos proporciona a visão completa do cenário e suas riquezas. O visual do Drácula também continua perfeito e os modos de combates são ricos em cores e iluminação. Armaduras são um ponto forte no design do jogo, como por exemplo, a do soldado anjo logo no início do game. Os combates e exploração continuam com a mesma pegada, como bloqueios, mordidas, esquivas, saltos e a iluminação dos locais para escalar. Armas como a Espada do Vazio estarão presentes entre outras.

A riqueza nos gráficos é um ponto marcante.

A riqueza nos gráficos é um ponto marcante.

Os diálogos entre os personagens são bem estruturados e explicam muito bem a narrativa da história. As vozes dos personagens são bem equilibradas com suas aparências físicas, mas um fato interessante é os capangas parecerem todos terem sido dublados pela mesma pessoa. O game tem disponibilidade de legenda em português e elas correspondem muito bem não deixando a desejar.

Com um sucesso de história, Castlevania: Lords os Shadow 2 vem para sacramentar a história do tão terrível e temido Drácula. Com uma pegada dark cult e uma trilha sonora sensacional, o game  prende a atenção, provocando horas de jogatina. Muitos irão estranhar essa vibe de vampiros e demônios num mundo atual, mas o game sabe encaixar o presente com o passado e interligar toda a historias para seu desfecho. Um trabalho bem feito e com certeza um dos melhores games desse trimestre. O game está disponível para PlayStation 3, Xbox 360 e PC.

Victor Hugo

                                                              Jennifer Lawrence abençoou esse post

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