Uma Dose Gamer – Bem vindo a South Park, Sir Babaca

Sinto informar que a mente doentia que vos escreve está numa vibe totalmente preconceituosa, e caso você se sinta insultado de alguma forma, as reclamações devem ser feitas diretamente para o dono do blog. A culpa não é minha, não é sua, nem do Morgan Freeman, a culpa é das estrelas (TU DUM TSS). Agora que você que está lendo já está ciente do meu “espírito Cartman” e curtiu essa piada muito ”A praça é nossa”, convido a perder mais um tempo lendo sobre um dos melhores RPGs desse ano! Bem vindos a South Park, a não ser que você seja ruivo ou judeu, então poderá apertar o X no canto da tela.

South Park é considerada uma das animações de maior sucesso e vem desde 1997 conquistando mais fãs dia após dia. Com a confirmação do lançamento desse game e a participação dos criadores Trey Parker e Matt Stone, toda uma expectativa foi lançada, já que as adaptações passadas da animação para games foram consideradas fracassos. A Ubisoft, considerando o game um bom investimento, decidiu entrar junto nessa ideia e o resultado foi o melhor possível.

Em The Stick of Truth, a história se passa quando o seu personagem, um menino mudo, se muda com seus pais para a cidade de South Park. Seus pais mandam você fazer amigos, e com isso você acaba conhecendo as crianças mais psicopatas possíveis. Cartman e os outros te convidam a entrar para uma brincadeira a qual todos eles levam o mais sério possível: Humanos e Elfos lutam pelo controle do Cajado da Verdade, um artefato que permite controlar o Universo, que na verdade não passa de um pedaço de graveto. Você poderá escolher entre 4 classes para jogar: Lutador, Mago, Ladrão ou Judeu. SIM, JUDEU! Seu personagem então, Sir Babaca (não importa o nome que você escolher, seu personagem irá se chamar Babaca), irá enfrentar as mais loucas missões possíveis, com armas e equipamentos improvisados, as quais dão um tom de humor bem porra louca no jogo. O mais legal da história é que tudo não passa de uma brincadeira com um toque da imaginação das crianças da cidade. Situações como a de quando o dia anoitecer, você tem que ir pra casa dormir pra não levar esporro dos pais e andar pela cidade fantasiado de guerreiro enquanto adultos trabalham, conversam na rua é totalmente hilário.

O mecanismo de combate e exploração é clássico dos jogos estilos RPG. O modo de combate é em turnos, onde cada personagem tem a sua vez de escolher a sua ação e com direito a defender ataques adversários, diminuindo dano ou direito a contra-ataque. O modo de exploração tem o mecanismo de ‘’fast travel’’ onde você pode se locomover diretamente a um certo ponto do mapa, sem precisar andar todo o caminho a pé. Itens podem ser conseguidos em lojas, as quais são lojas conhecidas da série animada ou com personagens aleatórios em certa partes do mapa e também ao derrotar alguém você pode saqueá-lo. O valor dos itens nas lojas são modestos, já que são todos crianças brincando, os valores tem que ser consideráveis a realidade de uma criança que só consegue arrancar alguns trocados dos pais. Itens de cura, de efeitos ou coisas assim, não passam de salgadinhos, refrigerantes ou até mesmo seu cocô! Tudo são coisas normais do dia a dia as quais são transformadas em itens super importantes para eles.

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Referencias é algo impossível de não perceber no game. Referencias a episódios da série e até a outros games e filmes, são crucias para o humor e história do jogo. A sensação ao longo da jogatina é como se você estivesse jogando uma temporada inteira da série. A sensação de entrar no quarto do Cartman e ouvir “Kyle’s Mom Is a Bitch” é sensacional! Umas das maiores referencias a outras franquias é com certeza a de Skyrim, a qual até seu personagem é chamado de Dragonborn, mas que domina as técnicas do peido. SIM, Seu personagem tem magias de peido! A parte de magias e ataques é algo totalmente sensacional explorado pelo game.

Já a parte gráfica, é como se você estivesse assistindo a um episódio qualquer da série. Os gráficos cartunescos dão o toque especial ao game, e pra quem acha só porque o gráfico é assim, não tem nada de infantil nele não. Cenas de morte, sexo, drogas, palavrões, zumbis nazistas, e tudo de mais obsceno e proibido possível está presente.

O game peca em seus tutoriais, às vezes muito explicativos e em outros casos nem há explicações. Vale citar o tutorial para você aprender as magias com peidos, que se você errar, toda explicação é repetida e repetida até você acertar. Esse detalhe não tira a diversão do game, mas com certeza incomoda um pouco. Detalhes a parte, se está parte peca, a tradução do game está de parabéns e merece aplausos de pé. Palavrões não foram censurados e não interfere no humor das piadas do game, o que torna excelente a compreensão e diversão.

South Park: The Stick of Truth é aquele game perfeito para os fãs da série, RPG e de games com humor. Gamers podem se acabar em horas de jogatina e se divertir com as piadas que só South Park pode nos proporcionar e a experiência de participar de uma forma totalmente interativa a uma temporada inteira da série. Vale a pena o investimento e vale um parabéns aos desenvolvedores. O game tem versões para PlayStation 3, Xbox 360 e PC, a não ser que você seja ruivo ou judeu.

Victor Hugo

 Jennifer Lawrence abençoou esse post

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