Uma Dose Gamer – A rebeldia no início da nova era Sony, com InFamous: Second Son

Muitos, poucos ou simplesmente ninguém sentiu falta do bordão mais escroto usado na introdução de uma review. Tudo bem, perdoarei todos vocês, míseros mortais, se acompanharem mais uma dose gamer esfumaçada, brilhando a luzes de neon e escrita por uma mente doentia que inventa piadas ruins nessa coluna de tema mais nerd possível no blog mais nerd possível. Junte-se aos bioterroristas em InFamous: Second Son!

As novas plataformas de games chegaram explodindo cérebros só com games da 1ª fase de seus lançamentos. Microsoft e Sony disputam um mercado tão rico, que o consumidor fica perdido em qual opção adotar. Xbox One e PlayStation 4 mudam totalmente o estilo casual ou interativo do modo de se jogar, com suas funções e gráficos sempre inovando no mercado.  Com tudo isso ocorrendo, a Sony lança seu primeiro game exclusivo  no primeiro trimestre desse ano. Cotado como principal aposta e concorrente direto ao Titanfall da Microsoft, InFamous: Second Son, game produzido pela Sucker Punch e exclusivo para PlayStation 4, chega mantendo o brilhantismo dos dois primeiros jogos da franquia e incluindo uma classe ao brinquedinho da Sony.

A história do game se resume a sete anos após os acontecimentos de InFamous 2. Você assume o papel de Delsin Rowe, um jovem meio revoltado da vida e pichador, cujo irmão é um policial chamado Reggie. Num acidente que ele e seu irmão presenciam, a vida de Delsin muda completamente ao entrar em contato com um ‘’Condutor’’ (nome dado a pessoas que tem poderes no jogo), descobrindo que tem uma habilidade de absorver poderes de outros condutores, adquirindo assim o poder de manipular a fumaça. Com isso, Delsin se vê perante uma organização chamada D.U.P. (Departamento de Proteção Unificada), que se dedica a combater e prender esses condutores, os quais chamam de ‘’bioterroristas’’. Delsin, com a ajuda de seu irmão, decidem enfrentar e acabar com a D.U.P., explorando toda a cidade de Seattle e adquirindo novos poderes.

Manhêêê, ganhei poderes!

Manhêêê, ganhei poderes!

Com a opção de adquirir novos poderes conforme o trascorrer do jogo, a jogatina se torna mais eloquente, sem nunca tornar repetitivos os estilos das batalhas e missões. Fumaça, Neon, Concreto e Vídeo, são poderes de condutores presentes ao longo do jogo e que o personagem principal pode  manipular. Tais variações de poderes acrescentam uma riqueza no personagem e em especial aos gráficos. Upgrade e opções de adquirir novos estilos de habilidades em cada magia estão disponíveis, desde que o jogador colete fragmentos que podem ser conseguidos ao longo de toda Seattle.

A porrada come solta

A porrada come solta

Uma das partes mais divertidas e interessantes disponíveis no jogo é a livre escolha do jogador entre escolher o estilo de vida do personagem. Ajude civis, destrua bases da D.U.P. entre outras e você adquire pontos para fama de herói, enquanto matar civis, protestantes, pichar imagens ofensivas lhe da pontos para fama de vilão. Tal escolha de estilo de vida do personagem altera apenas pequenas coisas do decorrer do jogo, não alterando em muito o final.

Percebemos que ainda não alcançamos o 100% em gráficos do console, mas Second Son não deixa a desejar. A riqueza nos cenários e nos detalhes gráficos dos personagens são respeitáveis. Algo que certamente chama a atenção foi a importância e eficiência no trabalho de edição nos gráficos das magias presentes nos cenários e nas batalhas. Desde a fumaça  até os poderes digitais, é algo sensacional de se admirar. O neon espalhado pelas cidades à noite da um tom de vivacidade ao cenário, o qual foi bem explorado. Seattle foi elaborada como um ‘’meio mundo aberto’’ para exploração do jogador, com a presença de bastante civis nas ruas e variedades de prédios e carros.

Os detalhes gráficos da cidade de Seattle

Os detalhes gráficos da cidade de Seattle

Nem todo game é 100% perfeito, o que não tira a diversão, mas Second Son peca em suas missões no modo historia cansativas e repetitivas. Muitas vezes, vale mais a pena se divertir explorando e realizando missões alternativas do que a da própria historia. São critérios que variam de jogador a jogador. Vale ressaltar como algo bônus, o grande trabalho de dublagem do game. A desenvoltura dos dubladores em equilibrar as vozes com a vibe que está ocorrendo no momento é sensacional.

Abrindo a geração Sony e mostrando do que eles são capazes, InFamous: Second Son cumpre bem o papel ao qual foi selecionado. A historia melhora comparada aos outros games da franquia, os gráficos arrasam e as missões enchem o saco. Considero este um game que diverte, mas não prende a atenção para uma jogatina intensa. Convenhamos que foi um bom game para introdução, mas não valeu pela expectativa toda criada como game para vender console. Surpreenda-me mais, Sony!

Victor Hugo

 

Jennifer Lawrence abençoou esse post

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