Homem Formiga – Não existe herói pequeno para a Marvel

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Depois de mostrar colhões e fazer sucesso com Guardiões da Galáxia, a Marvel já tinha provado que era possível pegar heróis pouco conhecidos  para o grande público e surpreender. A nova aposta do estúdio estava no Homem Formiga, que mesmo  sendo originalmente um dos fundadores dos Vingadores, nunca tinha conseguido emplacar uma série de sucesso nos quadrinhos. A príncipio a inglória missão de adaptar a história do diminuto super herói era do cultuado Edgar Wright (Scott Pilgrim Contra o Mundo e a Trilogia do Cornetto), mas por diferenças criativas, o diretor abandonou o projeto que desenvolvia a mais de 5 anos. Mesmo com os bastidores conturbados devido a diversas revisões de roteiro e troca de direção, o resultado  final é um filme digno de ostentar o selo Marvel de qualidade.

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Exterminador do Futuro: Gênesis – Sabotado pelo próprio marketing e por seus roteiristas

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Nos últimos anos, alguns estúdios tem visto com bons olhos a possibilidade de inserir o elemento de viagem no tempo em algumas de suas franquias consagradas. Seja para tentar concertar a cagada na cronologia causada pelas diversas continuações, como em X-Men: Dias de um Futuro Esquecido; ou pra promover um respeitoso reboot como no caso de Star Trek do J.J. Abrams; a viagem no tempo acaba sendo a uma solução viável e inventiva de solucionar alguns problemas. A franquia Exterminador do Futuro tem esse conceito já enraizada em seu cânone, desde o seu filme de estreia dirigido por James Cameron em 1984. Como repaginar franquias de sucesso parece estar dando certo em Hollywood recentemente, parecia natural acreditar que Exterminador do Futuro: Gênesis tinha tudo pra dar certo – mas não importa se você tem a mãe dos dragões,  o Doctor ou o retorno do robô com sotaque austriaco mais famoso da cultura pop, se você tem um roteiro com mais buracos do que as rodovias brasileiras.

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Ex Machina – Sci-fi filosófico onde os homens são os monstros

Ex Machina by Brian Taylor

A criação de formas de vida artificias e os perigos diretamente implicados a essa ação, é um tema recorrente na ficção cientifica. Desde Metrópolis de Fritz Lang,  Blade Runner de Ridley Scott até o recentemente contestado Chappie  de Neil Blomkamp–  um excelente personagem que sem dúvida merecia um filme melhor – esse sub-genêro do sci-fi explora o conflito entre criador e criatura. Ex Machina, longa que marca a estreia de Alex Garland (roteirista de Extermínio) como diretor, é mais um desses longas que exploram essa temática e nos faz refletir sobre a nossa própria natureza.

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