Capitão América: Guerra Civil – O melhor filme do MCU e muito mais

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12 filmes depois, muitos diziam que a fórmula de universo compartilhado da Marvel começava a mostrar sinais de desgaste. Eu , particularmente, não poderia discordar mais desses profetas do apocalipse que afirmam que o “gênero de super heróis” está em declínio e que a Disney/Marvel só faz filmes repetitivos. Os irmãos Russo já tinham calado esses críticos do mainstream em Capitão América: o Soldado Invernal, quando fizeram um thriller de espionagem protagonizado por super heróis que desafiava qualquer rótulo pejorativo.

Joe e Anthony Russo eram a opção óbvia para dirigir a sequência que prometia colocar o Sentinela da Liberdade em rota de colisão com o Homem de Ferro, em Capitão América: Guerra Civil.  A expectativa era enorme, não só pelo fato de ser uma adaptação de uma das sagas mais cultuadas da história recente dos quadrinhos, mas também por ser o primeiro filme com participação do Homem Aranha, fruto da parceria Disney/Sony. O que vemos em tela é a representação máxima da essência do Marvel Cinematic Universe, um filme que certamente já tem um lugar guardado na história da cultura pop.

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Batman vs Superman: A Origem da Justiça – A Trindade e os fãs mereciam mais

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“Eu quero que você se lembre da minha mão em sua garganta. Eu quero que você se lembre do único homem que venceu você”. Foi com essa frase que o ator Harry J. Lennix anunciou Batman vs Superman: A Origem da Justiça no palco do Hall H na San Diego Comic Con em 2013. Um tempo depois do anúncio, veio a confirmação da participação da Mulher Maravilha, o que só aumentou a ansiedade dos fãs que já estavam enlouquecidos com a promessa do embate épico entre o Homem Morcego e o último Filho de Krypton.

Batman, Superman e Mulher Maravilha são mais do que personagens da DC Comics. A Santíssima Trindade da nona arte é um ícone da cultura pop, são figuras facilmente reconhecidas por todos em qualquer um dos cantos desse nosso pequeno planeta azul. A pressão dos fãs para que a Warner/DC replicasse a fórmula de universo compartilhado da Marvel/Disney, contribuiu para acelerar os planos do estúdio que até agora, só tinha apresentado o Homem de Aço no filme dirigido pelo Zack Snyder.

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Sense8 – Porque diversidade nunca é demais

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Desde o lançamento de Matrix, muita expectativa foi criada em torno dos trabalhos dos irmãos Wachowski. Tratados como gênios, os dois nunca foram capazes de repetir o sucesso e as críticas negativas passaram a acompanhar o lançamento de cada um de seus novos filmes (de Speed Racer até o recente Ascensão de Jupíter). Agora em busca de redenção, Larry e Lana Wachowski encontram na Netflix uma parceira para transformar sua visão política em uma obra serializada. Sense8 representa o melhor trabalho recente da dupla.

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Cidades de Papel – A desconstrução da Manic Pixie Dream Girl

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Eu costumo classificar o conceito de Manic Pixie Dream Girl em duas categorias básicas. O primeiro arquétipo é a Penny Lane, que se refere a personagem protagonizada por Kate Hudson em Quase Famosos. Com seu espírito livre e sabedoria característica, essas personagens geralmente não tem muitas similaridades com o protagonista, mas  acabam tirando-o de sua zona de conforto.  O segundo tipo característico de MPDG e talvez o mais conhecido é a Sam, em referência a personagem de Natalie Portman em Hora de Voltar. Essas protagonistas femininas são apaixonantes com sua fofura e jeito atrapalhado. Sempre com uma visão otimista das coisas, elas acreditam que todas pessoas são legais e que as coisas sempre acabam se ajeitando. Com uma personalidade forte e um pouco de inocência, essas personagens resgatam o protagonista masculino de uma situação de forte depressão onde nada parece dar certo.

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Homem Formiga – Não existe herói pequeno para a Marvel

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Depois de mostrar colhões e fazer sucesso com Guardiões da Galáxia, a Marvel já tinha provado que era possível pegar heróis pouco conhecidos  para o grande público e surpreender. A nova aposta do estúdio estava no Homem Formiga, que mesmo  sendo originalmente um dos fundadores dos Vingadores, nunca tinha conseguido emplacar uma série de sucesso nos quadrinhos. A príncipio a inglória missão de adaptar a história do diminuto super herói era do cultuado Edgar Wright (Scott Pilgrim Contra o Mundo e a Trilogia do Cornetto), mas por diferenças criativas, o diretor abandonou o projeto que desenvolvia a mais de 5 anos. Mesmo com os bastidores conturbados devido a diversas revisões de roteiro e troca de direção, o resultado  final é um filme digno de ostentar o selo Marvel de qualidade.

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Exterminador do Futuro: Gênesis – Sabotado pelo próprio marketing e por seus roteiristas

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Nos últimos anos, alguns estúdios tem visto com bons olhos a possibilidade de inserir o elemento de viagem no tempo em algumas de suas franquias consagradas. Seja para tentar concertar a cagada na cronologia causada pelas diversas continuações, como em X-Men: Dias de um Futuro Esquecido; ou pra promover um respeitoso reboot como no caso de Star Trek do J.J. Abrams; a viagem no tempo acaba sendo a uma solução viável e inventiva de solucionar alguns problemas. A franquia Exterminador do Futuro tem esse conceito já enraizada em seu cânone, desde o seu filme de estreia dirigido por James Cameron em 1984. Como repaginar franquias de sucesso parece estar dando certo em Hollywood recentemente, parecia natural acreditar que Exterminador do Futuro: Gênesis tinha tudo pra dar certo – mas não importa se você tem a mãe dos dragões,  o Doctor ou o retorno do robô com sotaque austriaco mais famoso da cultura pop, se você tem um roteiro com mais buracos do que as rodovias brasileiras.

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Ex Machina – Sci-fi filosófico onde os homens são os monstros

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A criação de formas de vida artificias e os perigos diretamente implicados a essa ação, é um tema recorrente na ficção cientifica. Desde Metrópolis de Fritz Lang,  Blade Runner de Ridley Scott até o recentemente contestado Chappie  de Neil Blomkamp–  um excelente personagem que sem dúvida merecia um filme melhor – esse sub-genêro do sci-fi explora o conflito entre criador e criatura. Ex Machina, longa que marca a estreia de Alex Garland (roteirista de Extermínio) como diretor, é mais um desses longas que exploram essa temática e nos faz refletir sobre a nossa própria natureza.

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