Guardiões da Galáxia – A Marvel mostra que tem colhões e acerta novamente

Desde o seu anuncio na San Diego Comic Con em 2012, Guardiões da Galáxia foi considerado, por muitos jornalistas e especialistas em cultura pop, como uma aposta arriscada da Marvel Studios.  Talvez por se tratar de uma aventura espacial que conta com um guaxinim falante como um de seus protagonistas, muita gente não acreditou no sucesso da nova empreitada da Casa das Ideias, já que a premissa básica do longa destoava completamente do tom do universo compartilhado até o momento. Apostar em apresentar uma super equipe pouco conhecida pelo grande público, mostrou que Kevin Feige e James Gunn tem colhões e o resultado final dessa ousadia é o mais fantástico possível.
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Tranformers: A Era da Extinção – Tão ruim que chega a ser ofensivo

É bem verdade que quando Michael Bay não está praticando seu exercício de megalomania ostensiva e desafiando a lógica com suas obras cinematográficas recheadas de personagens robóticos e incontáveis explosões, ele é até um diretor bem decente. A Rocha, Bad Boys e até mesmo o recente Sem Dor, Sem Ganho, são provas que o diretor não é desprovido de talento. Mas, ao sobreviver à sessão de Tranformers: A Era da Extinção – sim, SOBREVIVER – é chegada à hora de dizer algumas coisas sobre esse filme que não passa de uma propaganda de quase três horas dos bonecos da Hasbro.

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Malévola – A história não contada

A onda de releituras de contos de fadas está tão forte quanto adaptações de histórias em quadrinho. Todos os elementos para o sucesso estão à disposição dos realizadores, restando apenas a repaginada necessária para justificar a adaptação do conto clássico. Dessas novas versões dos contos de fadas, alguns flertaram com um tom mais dark, gerando resultados bastante controversos. É nessa vibe mais sombria e mostrando o ponto de vista de uma das vilãs mais icônicas da Disney, que Robert Stromberg nos trás Malévola. Continue lendo

X-Men: Dias de um Futuro Esquecido – Nada que uma viagem no tempo não resolva (mais ou menos)

A franquia X-Men é marcada por excelentes filmes (X1, X2 e X-Men: Primeira Classe), dois filmes regulares (X3: O Confronto Final e Wolverine: Imortal) e um desastre de proporções catastróficas (X-Men Origens: Wolverine). Ao contrário do Marvel Studios que sempre teve o cuidado de aparar todas as pontas soltas, para tornar seu Universo cada vez mais unificado, a Fox sempre deu uma cagada para coesão e as incongruências acabaram se tornando uma marca incômoda nos filmes dos mutantes. Bryan Singer, diretor dos dois primeiros longas, retorna a franquia em X-Men: Dias de um Futuro Esquecido, filme que junta as duas gerações de mutantes no cinema. Continue lendo

Godzilla – Vida longa ao Rei dos Monstros

Se você acredita que Godzilla (1999) do Roland Emmerich é um bom filme, por favor, saia do meu blog e nunca mais olhe na minha cara. Sacanagem, gosto é que nem bunda, cada um tem a sua, mas é de conhecimento geral que toda uma geração cresceu sem saber da importância dos filmes clássicos do Gojira, graças a aquela lagartixa mutante do Emmerich. A fim de resgatar a majestade de outrora do Rei dos Monstros, a trinca Legendary/Warner/Toho decide contratar Gareth Edwards, diretor do fantástico Monstros, para essa empreitada.
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O Espetacular Homem Aranha: A Ameaça de Electro – O Cabeça de Teia que aprendemos a amar

Podemos separar o Universo em dois tipos de pessoas: as que odeiam O Espetacular Homem Aranha e que acham o reboot absolutamente desnecessário, feito apenas para a Sony continuar faturando e não perder os direitos de adaptação do personagem; e as que acham o longa bastante digno do material original e que de alguma forma conseguiu capturar a essência que fez o personagem ser tão amado durante décadas. Reconheço a falta de coesão e questiono algumas escolhas do roteiro do primeiro longa, mas particularmente, faço parte do grupo que acha que esse reboot fez muito bem para a figura do Peter Parker/Homem Aranha. Mesmo com a questionável plot envolvendo os pais de Peter, gosto do primeiro filme por ser mais leve no trato do protagonista, mostrando pela primeira vez no cinema um Homem Aranha divertido e moleque. Enfrentando toda a resistência de nerds tetudos, chega aos cinemas O Espetacular Homem Aranha: A Ameaça de Electro, um filme digno do Amigão da Vizinhança que aprendemos a amar.

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Divergente – Premissa e elenco com enorme potencial, mas desperdiçado

AVISO: A PESSOA QUE VOS ESCREVE NÃO LEU A OBRA LITERÁRIA, ENTÃO A CRÍTICA ANALISA APENAS A OBRA CINEMATOGRÁFICA, QUE DEVE SE SUSTENTAR SOZINHA.

O rito de passagem da adolescência para a vida adulta evoca uma constante busca pela definição de uma identidade própria. Novas experiências ajudam a moldar nossa personalidade constantemente e de maneira continua vamos redefinindo o conceito que temos de nós mesmos. São questões como essas, ambientadas num futuro pós-apoliptico, que constituem o cerne do trabalho literário de Veronica Roth na trilogia Divergente, mas por mais que a premissa soe interessante, todo o seu potencial é desperdiçando por Neil Burger em uma adaptação rasa e desinteressante.

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