Capitão América: O Soldado Invernal – Thriller político super poderoso

Ao contrário do que muitos pensam, o Capitão América não se define como pura propaganda de um ideal patriótico. Mesmo com um nome e uniforme ufanistas, o Sentinela da Liberdade foi obrigado a se adaptar a esse universo cinzento onde os inimigos não são tão facilmente identificáveis, servindo como uma figura antagônica e questionadora em relação ao governo americano. As melhores histórias do bandeiroso foram desenvolvidas nesse contexto menos inocente e dessa forma que Capitão América: O Soldado Invernal se chega aos cinemas, mas sem deixar de fora elementos básicos responsáveis pelo sucesso dos filmes do universo Marvel.

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300: A Ascensão do Império – Isso NÃO é Esparta!

Após um merecido descanso depois da maratona da cobertura dos Academy Awards, voltamos a nossa rotina de analises de adaptações, sequências, prequels, remakes e afins – porque aparentemente parece que é só isso que Hollywood é capaz de fazer.  Depois do bem sucedido 300 fazer um estrondoso sucesso, conseguindo se estabelecer como um ícone da cultura pop por seu tom épico e estética apuradíssima, a Warner decidiu continuar explorando esse universo em 300 – A Ascensão do Império.

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Hércules 3D – Zeus está vendo a merda que vocês estão fazendo

Em tempos em que Hollywood parece se afundar em uma enorme crise de criatividade, onde vemos cada vez mais remakes e adaptações chegando às telas de cinema, se tem uma coisa que nunca sai de moda são as versões cinematográficas dos mitos da Grécia Antiga.  Nos últimos anos tivemos experiências terríveis com filmes como Imortais e Fúria de Titãs 1 e 2, então pensamos que a  situação não podia piorar, eis que surge Hércules 3D dirigido por Renny Harlin (Duro de Matar 2) para nos provar que as coisas sempre podem ficar pior.

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A Menina que Roubava Livros – Uma adaptação inocente até demais

AVISO: A PESSOA QUE VOS ESCREVE NUNCA LEU A OBRA ORIGINAL, PORTANTO A CRÍTICA SE RESTRINGE A OBRA CINEMATOGRÁFICA.

Já teve a sensação de que você é a única pessoa no Universo que não leu determinado livro? Então, é assim que me sinto com relaçao A Menina que Roubava Livros, best-seller do australiano Markus Zusak. Em momentos em que Hollywood passa por uma enorme crise de criatividade, era questão de tempo para que esse livro tão aclamado logo ganhasse sua adaptação cinematográfica. Coube ao estreante Brian Percival, a complicada missão de transpor para as telas de cinema a emocionante jornada de Liesel Meminger.

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O Lobo de Wall Street – Uma ode a cobiça

O cineasta Martin Scorsese se estabeleceu em Hollywood com seus filmes de violência urbana, cujos personagens sempre contam com uma construção bastante complexa, senso de moral duvidoso e as mais diversas perturbações.  Longas como Cabo do Medo, Cassino, Taxi Driver e Os Bons Companheiros têm como principal marca seus anti-heróis e sua paranóias. Se você pensou que aos 71 anos, Scorsese se dedicaria a filmes mais leves como A Invenção de Hugo Cabret, pensou errado! Em O Lobo de Wall Street o experiente diretor demonstra um vigor e um espírito subversivo absurdo, ao expor os bastidores e esquemas de uma quadrilha de executivos de Wall Street.

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Frozen: Uma Aventura Congelante – Subvertendo clichês, mas com cara de clássico

Dos clássicos de Walt Disney à era de ouro (anos 90) comandada pelo lendário Don Hahn, as animações da Disney foram marcantes para a formação de diversas gerações. O estúdio estava passando por uma certa crise para se adaptar  a esse período de transição entre a animação 2D para a 3D, mas desde que John Lesseter (gênio por trás da PIxar) assumiu o comando do Walt Disney Animation Studios as coisas mudaram. Durante esse período, a história da Rapunzel foi revitalizada em Enrolados e presenciamos o choque entre mídias na animação inspirada em games, Detona Ralph. Agora, Jennifer Lee e Chris Buck adaptam livremente o conto “A Rainha de Gelo”, do dinamarquês Hans Christian Anderson, em Frozen: Uma Aventura Congelante. Um longa que já nasceu para ser considerado um dos clássicos do estúdio.

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Capitão Phillips – Tom Hanks entrega uma das melhores performances de sua carreira

Yoho yoho a pirate’s life for me! Não deve ter nada mais emocionante do que embarcar num navio, desbravando os sete mares atrás de riquezas em aventuras regadas a rum… pehhh (onomatopeia de campainha). A pirataria não é algo tão glamouroso e aventuresco como muitos pensam. No século XXI essa prática de tocar o terror nos oceanos, se tornou habitual na região do Chifre da África, principalmente por grupos de somalianos que pressionados pelos warlords locais, sequestram navios e cargas valiosas ou sua família é estuprada e assassinada (não necessariamente nessa ordem).

Um dos casos de pirataria contemporâneos que ganharam mais destaque na mídia é o do sequestro do navio americano Maersk Alabama, por um grupo de 4 piratas somalis. Essa história rendeu no livro O Dever do Capitão (escrito pelo próprio cpt. Richard Phillips), que despertou o interesse do conceituado diretor Paul Greengrass e Tom Hanks, que decidiram adapta-la para os cinemas em Capitão Phillips. O roteiro de Billy Ray (Jogos Vorazes) nos apresenta a Richard Phillips, um experiente capitão da marinha mercante americana, durante sua viagem pela costa da Somália. A calmaria se transformou em tensão no momento que o cargueiro comandado por Phillips foi abordado por dois pequenos barcos com somalis armados até os dentes. Mesmo adotando todas as táticas de segurança, quatro piratas conseguiram subir a bordo, ameaçando a vida de todos os tripulantes exigindo dinheiro. Quando pensa que conseguiu negociar com os piratas, o capitão é levado como refém durante a fuga. Cabe aos militares americanos, negociar com os sequestradores antes que seja tarde demais.

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