Cidades de Papel – A desconstrução da Manic Pixie Dream Girl

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Eu costumo classificar o conceito de Manic Pixie Dream Girl em duas categorias básicas. O primeiro arquétipo é a Penny Lane, que se refere a personagem protagonizada por Kate Hudson em Quase Famosos. Com seu espírito livre e sabedoria característica, essas personagens geralmente não tem muitas similaridades com o protagonista, mas  acabam tirando-o de sua zona de conforto.  O segundo tipo característico de MPDG e talvez o mais conhecido é a Sam, em referência a personagem de Natalie Portman em Hora de Voltar. Essas protagonistas femininas são apaixonantes com sua fofura e jeito atrapalhado. Sempre com uma visão otimista das coisas, elas acreditam que todas pessoas são legais e que as coisas sempre acabam se ajeitando. Com uma personalidade forte e um pouco de inocência, essas personagens resgatam o protagonista masculino de uma situação de forte depressão onde nada parece dar certo.

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Homem Formiga – Não existe herói pequeno para a Marvel

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Depois de mostrar colhões e fazer sucesso com Guardiões da Galáxia, a Marvel já tinha provado que era possível pegar heróis pouco conhecidos  para o grande público e surpreender. A nova aposta do estúdio estava no Homem Formiga, que mesmo  sendo originalmente um dos fundadores dos Vingadores, nunca tinha conseguido emplacar uma série de sucesso nos quadrinhos. A príncipio a inglória missão de adaptar a história do diminuto super herói era do cultuado Edgar Wright (Scott Pilgrim Contra o Mundo e a Trilogia do Cornetto), mas por diferenças criativas, o diretor abandonou o projeto que desenvolvia a mais de 5 anos. Mesmo com os bastidores conturbados devido a diversas revisões de roteiro e troca de direção, o resultado  final é um filme digno de ostentar o selo Marvel de qualidade.

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Exterminador do Futuro: Gênesis – Sabotado pelo próprio marketing e por seus roteiristas

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Nos últimos anos, alguns estúdios tem visto com bons olhos a possibilidade de inserir o elemento de viagem no tempo em algumas de suas franquias consagradas. Seja para tentar concertar a cagada na cronologia causada pelas diversas continuações, como em X-Men: Dias de um Futuro Esquecido; ou pra promover um respeitoso reboot como no caso de Star Trek do J.J. Abrams; a viagem no tempo acaba sendo a uma solução viável e inventiva de solucionar alguns problemas. A franquia Exterminador do Futuro tem esse conceito já enraizada em seu cânone, desde o seu filme de estreia dirigido por James Cameron em 1984. Como repaginar franquias de sucesso parece estar dando certo em Hollywood recentemente, parecia natural acreditar que Exterminador do Futuro: Gênesis tinha tudo pra dar certo – mas não importa se você tem a mãe dos dragões,  o Doctor ou o retorno do robô com sotaque austriaco mais famoso da cultura pop, se você tem um roteiro com mais buracos do que as rodovias brasileiras.

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Ex Machina – Sci-fi filosófico onde os homens são os monstros

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A criação de formas de vida artificias e os perigos diretamente implicados a essa ação, é um tema recorrente na ficção cientifica. Desde Metrópolis de Fritz Lang,  Blade Runner de Ridley Scott até o recentemente contestado Chappie  de Neil Blomkamp–  um excelente personagem que sem dúvida merecia um filme melhor – esse sub-genêro do sci-fi explora o conflito entre criador e criatura. Ex Machina, longa que marca a estreia de Alex Garland (roteirista de Extermínio) como diretor, é mais um desses longas que exploram essa temática e nos faz refletir sobre a nossa própria natureza.

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Divertida Mente – E se os nossos sentimentos tivessem sentimentos?

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Devo admitir que nos últimos anos, por mais que a técnica continuasse fantástica, a Pixar não conseguia manter a qualidade de outrora. O cancelamento de Newt e o adiamento de O Bom Dinossauro de agosto de 2014 para novembro de 2015, deixou um vácuo no calendário do estúdio e instaurou um principio de crise. Pela primeira vez desde 2005, passaríamos um ano sem um filme da Pixar nos cinemas.

Se você me conhece ou acompanha esse humilde blog, você provavelmente sabe o quanto eu sou apaixonado pela Pixar e como 2014 foi um ano díficil para mim! A eterna criança que existe em mim – aquela mesmo que sonha em ter uma coleção de HQs do Senhor Incrível e que deseja comer uma fatia de pizza no Pizza Planet –  precisava de um filme que resgatasse o espírito do estúdio. Esse filme veio das mãos de Peter Docter (Up – Altas Aventuras) e se chama Divertida Mente. Preparem seus lenços porque são literalmente muitos feels!

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Mad Max: A Estrada da Fúria – Testemunhem a loucura!

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Faziam 30 anos desde que George Miller se aventurou pela última vez no universo devastado de Mad Max. Apenas a trilogia original, que foi responsável por projetar a carreira de Mel Gibson, já era suficiente para credenciar o já septuagenário diretor como visionário. Afinal de contas, não é qualquer um que consegue construir uma mitologia baseada em um western pós-apocaliptico australiano com uma estética sadomosoquista.

Muitas pessoas pensaram: “Ai Hollywood é tão sem imaginação…outro(a) reboot/sequência. Vai ser uma merda! #mimimi”. Mas essa desconfiança se dissipa como oxigênio no coração de uma explosão de dois motores V8, quando as luzes se apagam e a projeção começa. O retorno do cineasta para a franquia que o consagrou é glorioso e arrebatador.

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Vingadores: A Era de Ultron – Nerdgasmos múltiplos 2

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Depois de Vingadores atingir a expressiva marca de terceira maior bilheteria de todos os tempos, muitos se perguntaram como a Marvel/Disney faria para superar a enorme expectativa criada em torno da sequência. Tentar ser maior e mais épicopode ser perigoso demais e as vezes menos é mais. Por esse motivo, em Vingadores – A Era de Ultron, a ameaça passa a ser a mais destrutiva de todas as forças universais: as boas intenções do ser humano. Alienígenas saem de cena, para dar lugar a algo mais intimista, mas ao mesmo tempo mais apoteótico.

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